quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

De Santa Cruz - Bolivia

As exigências para entrar na Bolívia são, carteira internacional contra febre amarela com vacina devidamente válida, carimbo de entrada na Bolivia no passaporte e dinheiro ou a possibilidade de sacar nos caixas. Finalmente è necessário conseguir um bilhete para Santa Cruz, para aqueles que querem fazer a viagem! Parece simples mas ao longo do carnaval vi vários indo e voltando com algum problema. Eu, apesar de ter me vacinado no terminal Barra Funda em SP antes de sair e perder o comprovante tão logo saí do posto não ter conseguido resolver meu problemas para sacar dinheiro do lado boliviano, decidi cruzar a fronteira e deu tudo certo, peguei um excelente trem, com ar condicionado e apenas três bancos por fileira, ou seja bem espaçoso, cheguei aqui em 13hrs de viagem durante a noite. Esperei "pacientemente" o carnaval passar!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Corumaba - MS #2


Comprei um passeio de barco. Ao descer para a cidade "baixa", o porto a beira do Rio Paraguai, lá estava uma banda de três charmosas, mandando ver um samba, eu que fiz aula de dança de salão por mais de ano fiquei com os pés coçando mas ninguém dançava como eu aprendi. Um barco para 130 pessoas, com 3 andares, restaurante, "salão" e deck. Banda tocando, inclusive forró e aí não teve jeito, uma senhora me tirou para dançar, por incrível que pareça as moças são ainda mais envergonhadas do que eu. Até a rede globo tava lá, "sorria, você está sendo filmado". Não vimos bicho algum e nem a paradinha não vingou, o barco daquele tamanho embicou sem dó na margem para pescarmos mas fomos atacados por uma legião de pernilongos assassinos e fizemos uma pescaria só para a "globo", sem isca mesmo!
Na saída a Maurem da Globo comentou de um passeio de caiaque e apontou o Orlando que aluga. Não tive muita dúvida, era isto que eu queria, sozinho entrei no caiaque e remei por duas horas mas também não vi jacaré nem capivara.
Os caras, todos, me botaram na pilha, "vamos para a Bolívia, lá é bom e barato". Peguei uma carona com um trio e cruzei a fronteira mas não consegui sacar dinheiro do outro lado... voltei, vou esperar o Itaú abrir para discutir a questão...
Comprei um caderno e uma lápis a idéia era escrever mas estou empolbado para desenhar.
De noite na orla curti um lindo por do sol e vi milhares de morcegos, grandes como só tinha visto na Austrália saido de suas tocas sob o concreto.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Corumaba - MS


Fiquei 24 horas dentro de um onibus, num esforço para me afastar em mais de mil quilometros de casa. Mas não tem jeito, chego aqui e o esquema tá tranquilamente montado, computador com acesso a internet entre outras (piscina e blabla bla).
Viajei de frente para a rua, na primeira cadeira do onibus, com o ar condicionado a toda passei frio, mas com um sono violento dormí e sonhei que o motorista saiu para pegar sua motocicleta e que um dos passageiros resolveu dirigir o onibus, sonhei que o motorista encontrou uma pista de grama e que por ela seguimos a maior parte do caminho (tava pulando), sonhei que estávamos perdido e sonhei outras coisas mas nada fora do onibus.
Tomei a vacina contra febre amarela, diz que os efeito colateral viriam entre 5 e 10 dias. Ao chegar em Corumbá um vigilante sanitário entrou no onibus para falar da Dengue e os sintomas sãos os mesmos que os da reação à vacina, os sintomas são sempre os mesmo... mandou não deixar água acumular e passar no posto assim que sentisse os sintomas. Já compre repelente!
Corumba chama atenção por suas ruas largas, calçadas largas, tudo quadradinho, andei na orla que é bonita e urbanizada, sem apagar o charme do rio pantaneiro cheio de algas, "é igual a isopor" o cara me falou, vem boiando e vai boiando. A pescaria esta proibida pois os peixes estão desovando até primeiro de março (ou abril...). Tem barcos enormes, sobem que nem prédios de 3 e 4 andares.
Na padaria fui sentar bem no banco do radialista, "meu escritório" disse ele, conversamos um pouco mas ele interrompia e era interrompido por quase todo mundo que passava na rua, o dono da companhia de onibus operou do estomago e tá com problema de amnésia, o comerciante vai fazer propaganda nesta em outras rádios da redondeza (R$ 500,00 para sair todo dia inclusive domingo mas tem choro), a moça do bar, Ana Paula, não vai pular carnaval hoje! Eu vou, sozinho e de férias...


Subi o morro onde fica o Cristo salvador do pantanal, é mais um cristo redentor de braços abertos ou mais um morro cheio de antenas de celular. Aquela super vista! Como o lugar é plano vê-se muito longe, os limites da cidade são marcados pelo rio que corta a paisagem com força. Na volta almocei na Peixaria do Lulu, um senhor que fez a fama e colocou a familia para trabalhar, fui servido de um Pintado na brasa, acompanhado de pirão, vinagrete arroz e tudo que tem direito, um suco de limão na jarra e de sobremesa uma compota de fruta desconhecida só para fechar com chave de ouro. Depois da viagem esta foi minha primeira refeição séria.
Passei na casa da artista "Art Izu" fui recebido com um sobrinho, não me dei ao luxo de recusar o café, ainda bem, estava delicioso. O verdadeira sobrinho, um senhor, me levou para conhecer as obras e o ateliê, é saturado, tem que gostar e ela gosta.
De volta no hostel encontrei um trio de Brasileiros, paranaenses, que estão de passagem para a Bolivia onde farão curso de medicina, sem vestibular e por um preço conveniente é uma oportunidade para todos os três cada qual com suas estórias.

Para ver mais fotos:


Quem sou eu

Minha foto

Sinceridade ou talvez o silêncio em vez do vão mas não ao redor ou a falsidade. 
Perder é uma arte, não perder é impossível.

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