sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sobre a fé


Compartilho que “deus morreu”, morreu no começo do século 20 com a chegada dos filósofos que somo ao pacote dos pensadores, que é um grande pacote do qual me considero incluso.

Eu enterrei também a alma, o espírito e todas as outras crenças que envolvam qualquer coisa alem de nós mesmos. Sou muito cético, para que acredite em espírito preciso que um amigo coloque um livro em algum lugar da sala, sem que eu veja, e que um espírito me diga onde ele está. Para que eu acredite na minha própria alma, preciso sair do meu corpo e ver eu mesmo onde meu amigo _está colocando_ o livro. Não me venha com nada menos do que isto.

Acredito em uma energia nossa que talvez ainda não saibamos corretamente administrar, mas este ainda é um ponto para ser cultivado em minha mente.

Fiz primeira comunhão jovem, bem jovem e não gostei – principalmente do vinho que devia ser sangue de boi. Felizmente isto não me traumatizou e hoje encho a cara normalmente. Depois disto fiz a confirmação protestante, já com idade de questionar e para desgraça do Pastor, com primos que também são questionadores. O Pastor e o gato dele sofreram.

A igreja tem princípios interessantes, veja o 3º mandamento, guardar domingos e festas de guarda, acho uma boa, só não diga isto aos comerciantes, muito menos aos dos Shopping certers. O 4º, honrar o pai e a mãe é fundamental, as vezes difícil mas fundamental. O 6º, não roube, nós brasileiros deveríamos ser mais fiéis a este. O 8º. é não levantar falsos testemunhos, legal!

Mas também tem histórias com moral duvidosa e fantasias que não se enquadram de forma alguma no mundo de hoje.

O vaticano está mais para uma potência do que para sede de uma crença, deve entrar mais dinheiro do que fiel por aquelas portas. Não vá rezar para que o Papa ensine aos políticos uma melhor distribuição do dinheiro!

Mesmo assim, depois disto, por que não a fé. Por que não poderia eu ter fé. Tenho sim, tenho fé em meus amigos, nos meus pais, tenho na amizade, tenho fé que o ano que vem vai ser melhor. Gosto da fé e me vejo inclusive ajoelhado rezando, embora desde a morte de deus na minha mente - após a primeira comunhão, lá pelos 8 anos - eu não me lembro de ter feito isto. Rezaria ajoelhado pelo bem estar dos meus próximos e pelo meu próprio ou por qualquer outra coisa que eu queira que aconteça, encontrar uma mulher legal para curtir mais uma etapa da vida ou um bom emprego. Faço isto sem me ajoelhar.

É preciso ter fé na própria mente, que ela não nos levará a decisões falsas, que seremos capazes de julgar o certo e o errado mesmo quando a linha é tênue e o tempo curto.

Deus não protege, quem protege são as escolhas. Escolher amigos, parceiros e para onde ir, é isto que vai fazer diferença.

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Sinceridade ou talvez o silêncio em vez do vão mas não ao redor ou a falsidade. 
Perder é uma arte, não perder é impossível.

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