domingo, 14 de fevereiro de 2010

Corumaba - MS


Fiquei 24 horas dentro de um onibus, num esforço para me afastar em mais de mil quilometros de casa. Mas não tem jeito, chego aqui e o esquema tá tranquilamente montado, computador com acesso a internet entre outras (piscina e blabla bla).
Viajei de frente para a rua, na primeira cadeira do onibus, com o ar condicionado a toda passei frio, mas com um sono violento dormí e sonhei que o motorista saiu para pegar sua motocicleta e que um dos passageiros resolveu dirigir o onibus, sonhei que o motorista encontrou uma pista de grama e que por ela seguimos a maior parte do caminho (tava pulando), sonhei que estávamos perdido e sonhei outras coisas mas nada fora do onibus.
Tomei a vacina contra febre amarela, diz que os efeito colateral viriam entre 5 e 10 dias. Ao chegar em Corumbá um vigilante sanitário entrou no onibus para falar da Dengue e os sintomas sãos os mesmos que os da reação à vacina, os sintomas são sempre os mesmo... mandou não deixar água acumular e passar no posto assim que sentisse os sintomas. Já compre repelente!
Corumba chama atenção por suas ruas largas, calçadas largas, tudo quadradinho, andei na orla que é bonita e urbanizada, sem apagar o charme do rio pantaneiro cheio de algas, "é igual a isopor" o cara me falou, vem boiando e vai boiando. A pescaria esta proibida pois os peixes estão desovando até primeiro de março (ou abril...). Tem barcos enormes, sobem que nem prédios de 3 e 4 andares.
Na padaria fui sentar bem no banco do radialista, "meu escritório" disse ele, conversamos um pouco mas ele interrompia e era interrompido por quase todo mundo que passava na rua, o dono da companhia de onibus operou do estomago e tá com problema de amnésia, o comerciante vai fazer propaganda nesta em outras rádios da redondeza (R$ 500,00 para sair todo dia inclusive domingo mas tem choro), a moça do bar, Ana Paula, não vai pular carnaval hoje! Eu vou, sozinho e de férias...


Subi o morro onde fica o Cristo salvador do pantanal, é mais um cristo redentor de braços abertos ou mais um morro cheio de antenas de celular. Aquela super vista! Como o lugar é plano vê-se muito longe, os limites da cidade são marcados pelo rio que corta a paisagem com força. Na volta almocei na Peixaria do Lulu, um senhor que fez a fama e colocou a familia para trabalhar, fui servido de um Pintado na brasa, acompanhado de pirão, vinagrete arroz e tudo que tem direito, um suco de limão na jarra e de sobremesa uma compota de fruta desconhecida só para fechar com chave de ouro. Depois da viagem esta foi minha primeira refeição séria.
Passei na casa da artista "Art Izu" fui recebido com um sobrinho, não me dei ao luxo de recusar o café, ainda bem, estava delicioso. O verdadeira sobrinho, um senhor, me levou para conhecer as obras e o ateliê, é saturado, tem que gostar e ela gosta.
De volta no hostel encontrei um trio de Brasileiros, paranaenses, que estão de passagem para a Bolivia onde farão curso de medicina, sem vestibular e por um preço conveniente é uma oportunidade para todos os três cada qual com suas estórias.

Para ver mais fotos:


Quem sou eu

Minha foto

Sinceridade ou talvez o silêncio em vez do vão mas não ao redor ou a falsidade. 
Perder é uma arte, não perder é impossível.

Google+ Badge