sexta-feira, 19 de março de 2010

O Rio de Samaipata

Ao sair do hotel, Claudio se depara com um pequeno grupo de organizadores de viagem liderados por um senhor branco vestido em perfeito guia turístico, botas creme, calças e camisa cheias de bolsos com pregas – creme e chapéu a lá paleontólogo creme. O próprio convidou Claudio para se juntar ao grupo, seria necessário apenas adequar o calçado, chinelas havaianas não era bem o que o Creme tinha como referencia para se caminhar por um leito de rio nas montanhas. Vou verificar se aqueles franceses que estão de chinelas não vão fazer passeio similar, muito obrigado.
Felizmente sim.
O guia ou taxista, um jovem antagônico ao Creme, conduziu eximiamente mesmo que rápido, seu carro até o Golf Hotel da região de Samaipata. Os arquitetos do hotel se esforçaram mas não teriam nunca chance quando comparados a vista.
A Bretã, Antoine, Luca e Claudio tomaram seu tempo entre um avestruz, borboletas com listas em tons fortes de vermelho e azul grandes como um palmo, uma roda de formigas apressadas e uma paisagem iniciada por um lago/espelho enquanto nosso guia acertava nossa passagem pela propriedade do hotel.
Depois de caminharmos mudamos para uma paisagem ainda mais impressionante, por 210 graus víamos ao longe montanhas rochosas vermelhas cravadas de mata verde, quase como dentes vistos de por de dentro da boca, as montanhas subiam por paredes perpendiculares, exibiam uma floresta verde sobre um platô para voltarem a descer da mesma maneira como subiram. As montanhas se repetiam, as vezes um pouco mais para frente ou para traz. Abaixo dos "dentes" via-se um rio fluindo muita água leitosa, o rio corria em Ss seguidos. O plano dos 5 é descer até o trecho do rio mais próximo deles e então segui-lo até que se cruze com a rua principal de onde voltarão para o táxi.
A decida é sem frescuras, desce-se pela crista da onda. Rapidamente estavam na encruzilhada entre o grande rio leitoso e um de seus pequenos afluentes cristalino e mais frio. Hora da parada para comer, beber e fumar no cachimbo que Claudio emprestara do espanhol do bar.
Enquanto o Guia e Luca declinaram o cachinbo a Bretã e principalmente Antoine e Claudio se deleitaram.
Iríamos cruzar o rio pela primeira vez e cada qual se adequou ao que viria, quem precisou, tirou os sapatos e arregaçou as calças, quem tinha vestiu roupa de banho. Sempre tentando traçar uma linha reta pelo meio dos Ss cruzaram o rio e a terra por umas quatro ou cinco vezes até chegarem em um afunilamento do rio por entre “duas pedras” de mais ou menos 8 metros de altura fora d’água, 15 metros ao longo e apenas 1 e meio metro de largura. Com esta vista aos olhos os viajantes foram a loucura, entraram na água no inicio da falésia e deixaram-se levar pela correnteza da água. Repetiram o trajeto várias vezes, perceberam um ponto depois da garganta um lugar de onde podiam saltar, a Bretã se incomodou com o peso da calça molhada e de calcinha foi se massagear no leito do rio que um pouco mais para a frente voltara a ser largo, é sempre bom ter uma pequena luz ou neste caso, um sol a mais para iluminar a viagem.
O passeio se seguiu por algumas horas e terminou com uma cerveja e mais cachimbo antes mesmo do resgate ao carro.

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Sinceridade ou talvez o silêncio em vez do vão mas não ao redor ou a falsidade. 
Perder é uma arte, não perder é impossível.

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